Monitoramento da Dengue

A eficiência no combate à dengue depende diretamente da qualidade e organização dos dados registrados nos sistemas de monitoramento. O registro correto das informações sobre casos suspeitos e confirmados é essencial para subsidiar a tomada de decisão, identificar áreas prioritárias e planejar ações estratégicas de combate à doença.

Este tutorial foi elaborado para capacitar os profissionais da saúde e gestores no uso correto do sistema de registro utilizado no monitoramento da dengue. Aqui, será abordado o passo a passo para registrar dados de forma precisa e consistente.

É importante ressaltar que os dados apresentados nesse conteúdo servem para nortear as ações realizadas no Sistema de Gestão de Saúde Pública, o SIS (Sistema Integrado de Saúde). Informações técnicas relacionadas ao monitoramento de dengue devem ser embasados no Protocolos Técnicos da Saúde > Vigilância Epidemiológica > Protocolos Vigilância Epidemiológica > Dengue

Orientações iniciais

O registro adequado das informações no prontuário eletrônico é uma etapa essencial para o sucesso do monitoramento da dengue. Esse processo garante que todos os dados relacionados ao acompanhamento dos pacientes sejam organizados, rastreáveis e acessíveis, permitindo um melhor controle epidemiológico e suporte às decisões clínicas e administrativas.

No SIS (Sistema Integrado de Saúde), a estruturação dos registros foi planejada para facilitar a inserção das informações pelos profissionais de saúde e permitir a utilização de dados em diferentes frentes, como geração de relatórios, envio de lembretes aos pacientes e análise de indicadores de saúde pública.

O Passo inicial para realizar o monitoramento nas unidades de saúde da Atenção Primária é criar agenda local com o Serviço 55 - Monitoramento de Dengue.

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Esse serviço tem vinculado a ele dois procedimentos locais que facilitarão a emissão de relatórios. São eles:

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Agendar o paciente diariamente para realizar o monitoramento é um passo importante para rastrear o monitoramento do paciente. Esse rastreio pode ser realizado através do relatório usualmente utilizado pelas unidades "Relatório de pacientes agendados"

No relatório, bastará certificar-se de preencher as informações obrigatórias (Unidade Executante, data início e fim e situação do agendamento) e informar os procedimentos de monitoramento de dengue.

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Para as unidades de Atenção Primária, apenas o primeiro atendimento deverá ocorrer através da "Recepção de Demanda Espontanea", as demais deverão ser realizadas através da tela de Recepção de Serviço, usualmente utilizada para consultas agendadas.

Lembrando que a Recepção de Serviço permite alterar o profissional do atendimento, desde que seja mantido o mesmo CBO do profissional a qual o paciente esta agendado.

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Já as unidades de Urgência continuarão realizando as recepções normalmente, através da tela de Recepção do Módulo UPA.

IMPORTANTE: Pacientes que estejam com cadastro errado darão erro na emissão da Notificação da Dengue, portanto, cabe aos funcionários das Recepções realizar a checagem e correção dos cadastros dos pacientes, contendo mínimamente os dados:

Atendimento Médico em caso de Dengue na Atenção Primária

O atendimento de pacientes com suspeita de arboviroses é fundamental para garantir o diagnóstico precoce, o manejo adequado dos casos e o cumprimento das normas de vigilância epidemiológica. A seguir, apresentamos o fluxo na Atenção Primária, destacando as etapas essenciais e o processo de preenchimento da notificação no sistema de prontuário eletrônico.

O atendimento de pacientes com suspeita ou diagnóstico de dengue na Atenção Primária à Saúde (APS) segue o mesmo fluxo das demais patologias atendidas rotineiramente nas unidades de saúde. O registro é realizado na tela de Atendimento SOAP, acessada por meio da fila de atendimento.

Entendendo o tipo de registro SOAP

O SOAP (Subjetivo, Objetivo, Avaliação e Plano), é o método de registro da nota de evolução, permite registrar de forma sintética e estruturada os dados clínicos do cidadão. O método começa com as questões subjetivas, segue para as impressões objetivas sobre o estado geral do cidadão observadas no exame físico e exames complementares. Em seguida, após a coleta dos dados subjetivos e objetivos parte-se para a avaliação, identificando as condições ou problemas de saúde. Por fim, o plano de cuidados prescritos no encontro entre o profissional de saúde e o cidadão.

O método SOAP é a principal ferramenta para registro do atendimento usada pelo modelo RCOP.

A sigla SOAP corresponde a quatro blocos de informações detalhadas a seguir:

(S) Subjetivo ("Queixa do Paciente"): conjunto de campos que possibilita o registro da parte subjetiva da anamnese da consulta, ou seja, os dados dos sentimentos e percepções do cidadão em relação à sua saúde;

(O) Objetivo ("Exame Clínico/Físico"): conjunto de campos que possibilita o registro do exame físico, como os sinais e sintomas detectados, além do registro de resultados de exames realizados, marcadores de consumo alimentar e condição da vacinação.

(A) Avaliação ("Hipótese Diagnóstica"): conjunto de campos que possibilita o registro da conclusão feita pelo profissional de saúde a partir dos dados coletados nos itens anteriores. Neste campo, também é possível verificar as condições de saúde latentes do indivíduo, bem como a classificação com CIAP2/ CID10.

(P) Plano ("Conduta"): conjunto de funcionalidades que permite registrar o plano de cuidado ao cidadão em relação ao(s) problema(s) e condição(ões) de saúde identificado(s).

NOTA: O campo motivo da consulta no Subjetivo, problema detectado na Avaliação e intervenção-procedimento no Plano existe a possibilidade de coleta de dados padronizados por meio do uso da Classificação Internacional de Atenção Primária - 2ª edição (CIAP2), seguindo a metodologia desta classificação conforme podemos ver no diagrama abaixo:

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PRIMEIRO DIA DE ACOMPANHAMENTO E NOTIFICAÇÃO DE DENGUE

Após a avaliação, se o diagnóstico inicial de dengue for confirmado ou considerado suspeito, deve- se registrar o atendimento no prontuário eletrônico utilizando o CID A90 (Dengue Clássica). Este código ativará automaticamente o bloco de Notificação Compulsória no sistema.

O paciente que se apresenta na unidade de saúde para avaliação por suspeita de dengue terá seu atendimento registrado na tela de Atendimento SOAP, seguindo o padrão adotado para o registro de consultas. O profissional, ao identificar sintomas compatíveis com dengue e confirmar a suspeita, deve inserir o CID A90 (Dengue Clássica), no bloco de Avaliação do SOAP, no registro do primeiro atendimento. Este procedimento acionará automaticamente o bloco de Notificação Compulsória, onde o profissional deverá preencher todas as informações solicitadas pelo sistema.

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A informação do CID pode ser adicionada através do código, sem pontuações e espaços, por exemplo: A90, ou através da descrição da patologia, no campo à frente, sem precisar digitar o texto completo. Por exemplo, escrever "Deng" fará com que o sistema sugira CIDs que contenham no nome o texto digitado.

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Após informar o CID A90 (Dengue Clássica), note que o sistema sinalizará que se trata de um diagnóstico de notificação compulsória e que a Vigilância Epidemiológica deverá ser comunicada sobre esse atendimento. 

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Esse alerta traz consigo a ferramenta que possibilita uma comunicação direta com a VE Municipal, através de um módulo específico do sistema, habilitando a Ficha de Investigação abaixo do botão utilizado para adicionar o CID ao atendimento (image.png).

IMPORTANTE: O botão para adicionar o CID deverá ser acionado apenas após o preenchimento da Ficha de Investigação, caso contrário, o notificação não será adicionado ao atendimento.

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A Ficha de Investigação é adicionada à tela como um bloco minimizado. Portanto, para visualizá-la e iniciar o preenchimento, você deve clicar no botão image.png.

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Note que a Ficha de Investigação pertence a grupos de informações que também se encontram minimizados e que devem ser expandidos um a um, clicando em image.png, para realizar o preenchimento das informações.

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Finalizando o preenchimento correto da Ficha de Investigação, para facilitar o próximo passo, indicamos que minimize o bloco da Ficha clicando no bloco "FICHA INVESTIGAÇÃO" em image.png. Assim, os próximos dados necessários para realizar a Avaliação terão uma visualização facilitada.

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Agora sim, com a Ficha de Investigação preenchida, devemos marcar a opção "Inserir na lista de problema/condição como ativo" para facilitar a identificação futura de que esse paciente já foi acometido por dengue e clicar no botão que adicionará o CID ao atendimento (image.png).

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NOTA: É importante demonstrar que qualquer CID pode ser marcado como "Inserir na lista de problema/condição como ativo". Isso permitirá que qualquer profissional de nível superior, ao abrir um atendimento para o paciente atendido, visualize em tela as condições em que o paciente está em tratamento, na Folha de Rosto do Atendimento.

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E, caso exista algum problema/condição que você identifique como já solucionado, você deve sinalizar em "Problemas/Condições e Alergias" no SOAP.

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Editando e adicionando as informações de Situação e Data de fim, o problema/condição deverá ser atualizado no atendimento.

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Após anotar e/ou atualizar os problemas e condições do paciente, a ficha pode ser finalizada para que a notificação seja impressa e o paciente, caso necessário, seja encaminhado para que a equipe multiprossional para continuidade dos cuidados.

Verifique no topo da tela se o atendimento foi finalizado com sucesso, para que possa haver a impressão da notificação.

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Problema ao salvar atendimento com notificação - Cadastro do Paciente

IMPORTANTE: Ao finalizar o atendimento, por se tratar de um atendimento de notificação compulsória, o cadastro do paciente deve conter, minimamente, as seguintes informações:

Havendo falta de alguma dessas informações no cadastro do paciente, você poderá se deparar com um erro de cadastro. Nesse caso, não feche a tela de atendimento e clique em "Dados Cadastrais" no Atendimento.

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Na "barra de ferramentas" do sistema, a tela de cadastro do paciente abrirá e você deverá clicar em image.png para complementar as informações.

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No caso do exemplo abaixo, o CPF foi informado e o cadastro foi atualizado, clicando em image.png para confirmar a correção. Agora essa tela pode ser fechada para voltar ao atendimento e finalizá-lo.

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Para acessar a notificação, você deve retornar a aba SOAP, no bloco Avaliação, onde você verificará o botão de impressão da notificação.

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A Notificação agora pode ser imprimida e o paciente já pode ser encaminhado, se necessário, para a equipe multiprofissional, para continuidade dos cuidados

Para realizar o encaminhamento, lembre-se de que em "Finalizar atendimento" você deve preencher "Não" no bloco "Liberar cidadão? (Retirar da fila de espera)" e clicar no botão "Encaminhar", que será habilitado quando a ficha de atendimento for finalizada.

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A Tela de encaminhamento deve ser preenchida com o setor de encaminhamento, que é padronizado nas unidades de saúde por "0 - Padrão", porém, orientamos verificar com a equipe se de fato as orientações de cuidados serão realizados nesse setor. Além disso, você deverá preencher o nome do profissional que irá realizar o atendimento.

NOTA: Preencher o profissional deverá preencher o CBO automáticamente, porém, caso ele não seja preenchido, você também deverá informar o CBO do profissional que realizará a continuidade do atendimento.

Após, selecione qual é a classificação de risco para esse encaminhamento de acordo com o que foi avaliado em consulta, preencha as observações com a prescrição e  realize e clique em image.png para adicionar o encaminhamento ao grid.

Após realizar esses passos, clique no botão "encaminhar" para finalizar o processo.

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Estando tudo corretamente preenchido, você pode fechar a ficha de atendimento e liberar o paciente.

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NOTA: O sistema permite apenas um registro de escuta inicial por recepção, permitindo somente um encaminhamento para profissionais de nível técnico desde que não haja registro prévio da escuta inicial. Isso deverá ser resolvido apenas com uma nova recepção do paciente.

CONSULTAS SUBSEQUENTES DO MONITORAMENTO DE DENGUE

Para as consultas subsequentes de monitoramento de Dengue, o médico deverá sempre se atentar se no prontuário do paciente consta a informação de "Problema/condição" ativa para A90 Dengue. Essa informação torna-se importante no caso de o paciente não estar com seu cartão de monitoramento de dengue e esse deverá ser suficiente para identificar se tratar da continuidade de tratamento ou agravo.

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Por se tratar de consulta subsequente, é sabido que o paciente já deve estar devidamente notificado para acompanhamento pela Vigilância Epidemiológica e, portanto, para que o sistema não gere novamente o alerta de identificação de notificação, sugerimos não utilizar o CID A90 Dengue.

Nesse caso, sugerimos utilizar CIDs que tenham relação com as queixas atuais do paciente, como:

Além de outros que julgarem necessários.

Vale ressaltar que o prontuário permite a adição de quantos CIDs forem necessários, sem restrição de quantidade.

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DEMONSTRAÇÃO EM VÍDEO

Registro de Monitoramento de Dengue por equipe de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde

O registro de monitoramento de enfermagem na Atenção Primária à Saúde (APS) é essencial para o acompanhamento contínuo dos pacientes acometidos por dengue. Os auxiliares/técnicos de enfermagem devem registrar procedimentos locais desenvolvidos para facilitar a geração de relatórios baseados em atividades realizadas.

Além disso, é necessário realizar agendamentos que assegurem que os pacientes tenham datas programadas para que as unidades de saúde possam monitorá-los diariamente para se assegurarem quanto a evolução do quadro clínico. Este capítulo detalha as etapas e responsabilidades envolvidas no processo de monitoramento, garantindo um atendimento eficiente e eficaz.

Para facilitar a identificação de atendimentos realizados a pacientes com suspeita ou confirmação de dengue, foram criados 05 procedimentos locais que estão atualmente vinculados ao atendimento de profissionais da enfermagem na tela de escuta inicial, são eles:

Assim como os demais registros de atendimentos realizados na unidade, o atendimento a pacientes com suspeita ou confirmação de dengue também devem ter campos mínimos preenchidos, além dos procedimentos, portanto, o atendimento deve começar seu registro através do CIAP2 e do Motivo da consulta.

Para o CIAP2, orienta-se o registro com ABP019 Dengue ou A77 Dengue e outras doenças virais NE, é importante informar que você pode preencher a informação de CIAP2 através dos códigos (ABP019 ou A77) sem espaço e/ou pontuação, ou através da descrição, no campo à frente, sem precisar digitar o texto completo. Por exemplo, escrever "Deng" fará com que o sistema sugira CIAPS2 que contenham no nome o texto digitado.

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Em motivo da consulta, fica estabelecido que devem haver informações pré-programadas antes, essa funcionalidade dentro do sistema ainda não existe, porém, deverá existir em novas versões, uma vez que haverá solicitação de melhoria que inclua pré-registros cadastrados para facilitar o preenchimento dos atendimentos.

Enquanto a melhoria não é realizada, o pré-registro pode ser visualizado e copiado abaixo, para facilitar o preenchimento.

Pré-registro para "Motivo de consulta" de Dengue na "Escuta Inicial"

MONITORAMENTO DE DENGUE
DIA DE EVOLUÇÃO (D0, D+1, D+2...):

GRUPO ESPECIAL (<2 anos, gestante, puérpera, >=65 anos, comorbidades ou risco social)
Qual:
Início dos sintomas: 
Prova do laço (positiva ou negativa): 

PRESSÃO ARTERIAL
Aferição de PA em pé:
(anotação de aferição sentado ou deitado no campo de aferição abaixo)

SINAIS DE ALARME
Dor abdominal (escala numérica):
Vômitos persistentes (sim ou não):
Hipotensão postural/desmaio (sim ou não):
Sangramentos aparentes/importantes (sim ou não):
Sonolência/ Irritabilidade (sim ou não):
Desconforto respiratório (sim ou não):
Diminuição da quantidade de urina (sim ou não):
Suor frio/pele fria (sim ou não):
Queda da temperatura (sim ou não):

SINAIS DE CHOQUE
Hipotensão arterial (sim ou não):
PA convergente (diferença <20mmHg) (sim ou não):
Pulso rápido e fino (sim ou não):
Extremidades frias/cianoses (sim ou não):
Enchimento capilar Lento (>2 segundos) (sim ou não):

CLASSIFICAÇÃO DE RISCO
Classificação de risco (A, B, C ou D):
Ingeriu a quantidade de líquido recomendada pelos serviços de saúde? (sim ou não):
Quantidade (aproximadamente): 
Está trabalhando neste período em que está doente? (sim ou não):
Está fazendo uso de repelente? (sim ou não):

Copiando o pré-registro sugerido acima, você deve prosseguir com os preenchimentos antropométricos e demais informações do paciente, de acordo com o que se estabelece nos protocolos de Dengue.

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Informe a classificação de risco/vulnerabilidade (Priorização do Atendimento). Esta classificação permite aos profissionais a priorização dos casos mais urgentes ou que requerem atendimento imediato, permitindo a ordenação da lista por prioridade no atendimento;

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NOTA: o protocolo de classificação de risco utilizado no sistema está definido no Caderno de Atenção Básica (CAB) 28 - Acolhimento à Demanda Espontânea - Volume I. Adaptações deste protocolo podem ser realizadas de acordo com a necessidade local.

A classificação de risco/vulnerabilidade é um campo de preenchimento obrigatório para os atendimentos à demanda espontânea, em especial para as consultas que serão realizadas no mesmo dia.

Preenchendo corretamente todos os dados até aqui, o sistema irá automaticamente preencher procedimentos SIGTAP obrigatórios.

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Para esse tipo de atendimento, em "Procedimentos extras", deveremos utilizar os procedimentos locais citados no início desse capitulo, de acordo com a avaliação realizada no paciente.

O Procedimento 9902010090 Monitoramento de Dengue (Dia da Notificação) deverá ser utilizado apenas no dia em que o paciente foi de fato notificado, seguido de algum dos procedimentos que irão identificar a qual grupo pertence o paciente.

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Caso o acompanhamento esteja sendo realizado em um dia subsequente ao da notificação, o registro não deve conter o procedimento 9902010090 Monitoramento de Dengue (Dia da Notificação), devendo ser marcado apenas um dos outros procedimentos que correspondam com qual é o grupo de monitoramento que o paciente pertence.

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Agravo detectado, encaminhamento interno

Se você identificar a necessidade de encaminhar o paciente para que algum profissional de nível superior o avalie, você pode fazer no bloco encaminhamento, para isso bastará preencher o setor de encaminhamento, que é padronizado nas unidades de saúde por "0 - Padrão", porém, orientamos verificar com a equipe se de fato as orientações de cuidados serão realizados nesse setor.

Além disso, você deverá preencher o nome do profissional que irá realizar as orientações.

NOTA: Preencher o profissional deverá preencher o CBO automáticamente, porém, caso ele não seja preenchido, você também deverá informar o CBO do profissional que realizará as orientações.

Também há a necessidade de informação o Tipo de Serviço que deverá ser realizado no encaminhamento e o preenchimento do campo de Observação.

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Estando tudo devidamente preenchido, você pode clicar em image.png para adicionar o encaminhamento ao Grid.

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O Encaminhamento será efetivado assim que a escuta inicial for finalizada, porém, não se esqueça de deixar em "Liberar cidadão? (Retirar da fila de espera) marcada a opção "Não".

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Caso as condições do paciente estejam sem alteração, você deve preencher o campo "Liberar cidadão? (Retirar da fila de espera)" como "Sim" e salvar o atendimento clicando em image.png.

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ALTA DO MONITORAMENTO

Após finalizar o período do monitoramento do paciente suspeito de arboviroses, o paciente deverá ser encaminhado pelo sistema ao enfermeiro de acolhimento para que seja atualizada a condição de dengue do paciente em "Problemas/Condições e alergias". Lembrando, que esse registro deve ser realizado na tela de atendimento SOAP.

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Clicando no botão de edição, deverá haver registro da Situação e Data de fim, clicando em "Adicionar problema/condição" para atualizar o status do acompanhamento.

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Atendimento Médico em caso de Dengue na Urgência

O atendimento de pacientes com suspeita de arboviroses é essencial para garantir o diagnóstico precoce, o manejo adequado dos casos e o cumprimento das normas de vigilância epidemiológica. Embora o monitoramento geralmente ocorra na Atenção Primária à Saúde (APS), reconhece-se que alguns pacientes podem preferir realizar o acompanhamento em unidades de urgência. Essa opção é plenamente viável e garante oferecer flexibilidade para atender às necessidades individuais dos pacientes.

Neste capítulo, apresentamos o fluxo de atendimento no módulo UPA/Urgência, destacando as etapas essenciais e o processo de preenchimento da notificação no sistema de prontuário eletrônico. Abordaremos as particularidades do ambiente de urgência, garantindo que o registro seja realizado de forma eficiente e alinhada com as diretrizes de vigilância epidemiológica.

PRIMEIRO DIA DE ACOMPANHAMENTO E NOTIFICAÇÃO DE DENGUE

Após a avaliação, se o diagnóstico inicial de dengue for confirmado ou considerado suspeito, deve- se registrar o atendimento no prontuário eletrônico utilizando o CID A90 (Dengue Clássica). Este código ativará automaticamente o bloco de Notificação Compulsória no sistema.

O paciente que se apresenta na unidade de saúde para avaliação por suspeita de dengue terá seu atendimento registrado na tela de Atendimento, seguindo o padrão adotado para o registro de consultas. O profissional, ao identificar sintomas compatíveis com dengue e confirmar a suspeita, deve inserir o CID A90 (Dengue Clássica), no bloco de Cid(s) - Atendimento, no registro do primeiro atendimento. Este procedimento acionará automaticamente o bloco de Notificação Compulsória, onde o profissional deverá preencher todas as informações solicitadas pelo sistema.

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A informação do CID pode ser adicionada através do código, sem pontuações e espaços, por exemplo: A90, ou através da descrição da patologia, no campo à frente, sem precisar digitar o texto completo. Por exemplo, escrever "Deng" fará com que o sistema sugira CIDs que contenham no nome o texto digitado.

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Após informar o CID A90 (Dengue Clássica), note que o sistema sinalizará que se trata de um diagnóstico de notificação compulsória e que a Vigilância Epidemiológica deverá ser comunicada sobre esse atendimento. 

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Esse alerta traz consigo a ferramenta que possibilita uma comunicação direta com a VE Municipal, através de um módulo específico do sistema, habilitando a Ficha de Investigação abaixo do campo de Descrição do CID.

IMPORTANTE: O botão para adicionar o CID deverá ser acionado apenas após o preenchimento da Ficha de Investigação, caso contrário, o notificação não será adicionado ao atendimento.

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A Ficha de Investigação é adicionada à tela como um bloco minimizado. Portanto, para visualizá-la e iniciar o preenchimento, você deve clicar no botão image.png.

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Note que a Ficha de Investigação pertence a grupos de informações que também se encontram minimizados e que devem ser expandidos um a umclicando em image.png, para realizar o preenchimento das informações.

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Finalizando o preenchimento correto da Ficha de Investigação, para facilitar o próximo passo, indicamos que minimize o bloco da Ficha clicando no bloco "FICHA INVESTIGAÇÃO" em image.png. Assim, os próximos dados necessários para realizar a Avaliação terão uma visualização facilitada.

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Agora sim, com a Ficha de Investigação preenchida, devemos selecionar uma opção em "Diagnóstico" de acordo com a avaliação no atendimento.

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Problema ao salvar atendimento com notificação - Cadastro do Paciente

IMPORTANTE: Ao finalizar o atendimento, por se tratar de um atendimento de notificação compulsória, o cadastro do paciente deve conter, minimamente, as seguintes informações:

Havendo falta de alguma dessas informações no cadastro do paciente, você poderá se deparar com um erro de cadastro. Nesse caso, solicite que o paciente ou acompanhante vá até a recepção para solicitar correção no cadastro.

Basta agora preencher os demais campos conforme comumente é realizado nos atendimentos e, para acessar a notificação, você deve retornar a aba "Folha de Rosto", no bloco "Cid(s) - Atendimento", onde você verificará o botão de impressão da notificação.

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Notificação agora pode ser imprimida e o paciente já pode ser encaminhado, se necessário, para a equipe multiprofissional, para continuidade dos cuidados

CONSULTAS SUBSEQUENTES DO MONITORAMENTO DE DENGUE

Para as consultas subsequentes de monitoramento de Dengue, o médico deverá sempre se atentar se o paciente já foi notificado e está com seu cartão de monitoramento de dengue. 

Por se tratar de consulta subsequente, orientamos que confirme com o paciente se ele já foi notificado, em caso positivo, para que o sistema não gere novamente o alerta de identificação de notificação, sugerimos não utilizar o CID A90 Dengue.

Nesse caso, sugerimos utilizar CIDs que tenham relação com as queixas atuais do paciente, como:

Além de outros que julgarem necessários.

Vale ressaltar que o prontuário permite a adição de quantos CIDs forem necessários, sem restrição de quantidade.

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DEMONSTRAÇÃO EM VÍDEO

Registro de Monitoramento de Dengue por equipe de Enfermagem na Urgência

O registro de monitoramento de enfermagem na Urgência é essencial para o acompanhamento contínuo dos pacientes acometidos por dengue. Os auxiliares/técnicos de enfermagem devem registrar procedimentos locais desenvolvidos para facilitar a geração de relatórios baseados em atividades realizadas.

Para facilitar a identificação de atendimentos realizados a pacientes com suspeita ou confirmação de dengue, foram criados cinco procedimentos locais que estão atualmente vinculados ao atendimento de profissionais da enfermagem na tela de evolução, são eles:

Assim como os demais registros de atendimentos realizados na unidade, o atendimento a pacientes com suspeita ou confirmação de dengue também deve ter campos mínimos preenchidos, além dos procedimentos. Portanto, o atendimento deve começar seu registro através da Observação da Evolução na tela de evolução.

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Nesse campo, fica estabelecido que devem haver informações pré-programadas, essa funcionalidade dentro do sistema ainda não existe, porém, deverá existir em novas versões, uma vez que haverá solicitação de melhoria que inclua pré-registros cadastrados para facilitar o preenchimento dos atendimentos.

Enquanto a melhoria não é realizada, o pré-registro pode ser visualizado e copiado abaixo, para facilitar o preenchimento.

Pré-registro para "Motivo de consulta" de Dengue na "Escuta Inicial"

MONITORAMENTO DE DENGUE
DIA DE EVOLUÇÃO (D0, D+1, D+2...):

GRUPO ESPECIAL (<2 anos, gestante, puérpera, >=65 anos, comorbidades ou risco social)
Qual:
Início dos sintomas: 
Prova do laço (positiva ou negativa): 

PRESSÃO ARTERIAL
Aferição de PA em pé:
(anotação de aferição sentado ou deitado no campo de aferição abaixo)

SINAIS DE ALARME
Dor abdominal (escala numérica):
Vômitos persistentes (sim ou não):
Hipotensão postural/desmaio (sim ou não):
Sangramentos aparentes/importantes (sim ou não):
Sonolência/ Irritabilidade (sim ou não):
Desconforto respiratório (sim ou não):
Diminuição da quantidade de urina (sim ou não):
Suor frio/pele fria (sim ou não):
Queda da temperatura (sim ou não):

SINAIS DE CHOQUE
Hipotensão arterial (sim ou não):
PA convergente (diferença <20mmHg) (sim ou não):
Pulso rápido e fino (sim ou não):
Extremidades frias/cianoses (sim ou não):
Enchimento capilar Lento (>2 segundos) (sim ou não):

CLASSIFICAÇÃO DE RISCO
Classificação de risco (A, B, C ou D):
Ingeriu a quantidade de líquido recomendada pelos serviços de saúde? (sim ou não):
Quantidade (aproximadamente): 
Está trabalhando neste período em que está doente? (sim ou não):
Está fazendo uso de repelente? (sim ou não):

Copiando o pré-registro sugerido acima, você deve prosseguir com os preenchimentos antropométricos e demais informações do paciente, de acordo com o que se estabelece nos protocolos de Dengue.

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De acordo com o fluxo já estabelecido nas evoluções realizadas pela equipe de enfermagem, o proximo passo é cadastrar os procedimentos realizados no atendimento, além dos comumente utilizados para registro de atendimento de monitoramento de dengue, deveremos também lançar os procedimentos locais citados no início desse capitulo, de acordo com a avaliação realizada no paciente.

O Procedimento 9902010090 Monitoramento de Dengue (Dia da Notificação) deverá ser utilizado apenas no dia em que o paciente foi de fato notificado, seguido de algum dos procedimentos que irão identificar a qual grupo pertence o paciente.

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Caso o acompanhamento esteja sendo realizado em um dia subsequente ao da notificação, o registro não deve conter o procedimento 9902010090 Monitoramento de Dengue (Dia da Notificação), devendo ser marcado apenas um dos outros procedimentos que correspondam com qual é o grupo de monitoramento que o paciente pertence.

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Após o lançamento dos procedimentos, você pode finalizar a evolução clicando em image.png.