Normas e Rotinas – Sala de esterilização

Padronizar e organizar os procedimentos realizados na Central de Material e Esterilização, bem como o fornecimento de artigos livres de micro-organismos patogênicos.

Definição

Unidade destinada à recepção, limpeza, descontaminação, inspeção, preparo, esterilização, guarda e distribuição dos materiais utilizados nas Unidades de Saúde.

A RDC 15 de 2012 dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos de saúde, estabelecendo os requisitos de boas práticas para o funcionamento dos serviços que realizam o processamento destes produtos visando à segurança do paciente e dos profissionais envolvidos.

Segundo a RDC 50, as atividades que devem ser desenvolvidas na CME, são:

A CME pode ser classificada em Classe 1 ou Classe 2:

Fluxo e áreas da CME

Importante manter fluxo unidirecional dos artigos, da área suja para área limpa e da área limpa para área de guarda e distribuição.

A CME deve ser dividida minimamente em três áreas separadas por barreira técnica ou física, são elas:

Área suja: destinada ao recebimento e separação dos materiais sujos advindo dos setores de assistência. Local onde é realizado o processo de limpeza, desinfecção e secagem dos instrumentais. Deve ser de acesso restrito ao fluxo de pessoas e os profissionais da saúde deverão trabalhar paramentados com gorro, máscara, luva de borracha cano longo, avental impermeável, óculos de proteção e sapato fechado.

Área limpa: local destinado aos processos de separação dos instrumentais, conferência da limpeza, funcionalidade e integridade dos artigos. Assim como empacotamento, selagem das embalagens e esterilização. Local de acesso restrito ao fluxo de pessoas e os profissionais deverão trabalhar paramentados com gorro, avental, luva de procedimento e sapato fechado.

Área de guarda e distribuição de artigos esterilizados: local destinado à guarda dos instrumentais esterilizados e dispensação dos mesmos, com fluxo restrito de pessoas e a lavagem das mãos realizada rigorosamente para manipulação dos materiais esterilizados.

Atribuições

Atribuições do Coordenador da Unidade de Saúde:

Atribuições do Enfermeiro:

Atribuições do auxiliar/técnico de enfermagem e Auxiliar de Saúde Bucal:

Conceitos

LIMPEZA: É o processo manual ou mecânico de remoção de sujidade, mediante o uso da água, sabão e detergente neutro ou detergente enzimático para manter em estado de asseio os artigos e superfícies reduzindo a população microbiana. A limpeza constitui ainda o primeiro passo nos procedimentos técnicos de desinfecção e esterilização, considerando que a presença de matéria orgânica protege os microrganismos do contato com agentes desinfetantes e esterilizantes.

DESCONTAMINAÇÃO: É o processo de redução dos micro-organismos de artigos e superfícies, tornando-os seguro para o manuseio.

DESINFECÇÃO: É o processo físico ou químico de destruição de microrganismos, exceto os esporulados. A desinfecção é realizada por meio físico, através da água quente (60 a 90ºC) ou em ebulição e pelo meio químico, através de produtos denominados de desinfetantes ou germicidas, capazes de distribuir esses agentes em um intervalo de tempo operacional de 10 a 30 minutos.

ESTERILIZAÇÃO: É o processo de destruição de todos os microrganismos, inclusive esporulados, a tal ponto que não seja mais possível detectá-los através de testes microbiológicos padrão. A probabilidade de sobrevida do microrganismo no item submetido ao processo de esterilização é menor que um em um milhão (10/6). A esterilização é realizada pelo calor, germicidas químicos, óxido de etileno, radiação e outros.

ARTIGOS: Compreendem instrumentos, objetos de natureza diversa, utensílios (talheres, comadres, papagaios e outros), acessórios de equipamentos, instrumental odontológico e outros. São classificados em:

SUPERFÍCIES: Compreende mobiliários, pisos, paredes, portas, tetos, janelas, equipamentos e demais instalações.

Descrição dos Procedimentos

SALA DE EXPURGO

Espaço fisicamente definido para recepção, separação e lavagem de produtos. Se faz importante manter a organização do expurgo visando o adequado processamento dos referidos artigos.

Materiais necessários

EPI(s):

Soluções e materiais:

ESTRUTURA FÍSICA DA SALA

CUIDADOS DIÁRIO COM A SALA

LIMPEZA DOS PRODUTOS PARA SAÚDE

Recomendações

Realizar também limpeza e reposição das almotolias semanalmente – Limpeza as sextas-feiras ao término do plantão e reposição às segundas-feiras no início do plantão.

Identificar almotolias com: nome do produto, data de reposição, data de validade, nome do profissional que realizou o processo (ANEXO 14). Enfermeiro deverá realizar a conferência do impresso de controle semanalmente, checar impresso com carimbo a assinatura.

SOLUÇÃO: _____________________________________________
PREPARO data:_____/_____/_______ Horário:___________
VALIDADE data:_____/_____/_______ Horário:__________

DICAS PARA O USO DOS UTENSÍLIOS


SALA DE PREPARO E ESTERILIZAÇÃO

Materiais de uso diário:

ESTRUTURA FIXA NA SALA

CUIDADOS DIÁRIOS COM A SALA

LIMPEZA DA AUTOCLAVE

PREPARO DOS PRODUTOS

De acordo com o preconizado pela ANVISA (2012), a data de limite de uso é definida como: “prazo estabelecido em cada instituição, baseado em um plano de avaliação da integridade das embalagens, fundamentado na resistência das embalagens, eventos relacionados ao seu manuseio (estocagem em gavetas, empilhamento de pacotes, dobras das embalagens), condições de umidade e temperatura, segurança da selagem e rotatividade do estoque armazenado”

A Prefeitura Municipal de Sorocaba orienta a data limite de uso dos produtos esterilizados abaixo:
   • Materiais odontológicos – 30 dias;
   • Demais materiais – 03 meses (90 dias).

ESTERILIZAÇÃO

ARMAZENAMENTO DOS PRODUTOS

Referências

ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Normas para Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde. 2ª. Edição. Brasília, 2004. 

Campinas. Secretaria da Saúde. Manual de Normas e Rotinas para o Processamento de materiais de enfermagem, médico, odontológico. 1.ed. – Campinas: SMS, 2014.

MANUAL de Normas e Rotinas Técnicas. Central Distrital de Material Esterilizado. SMSA / PBH. Secretaria Municipal de Saúde. Belo Horizonte. 

Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Série Saúde & Tecnologia – Textos de Apoio à Programação Física dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde – Arquitetura na Prevenção de Infecção Hospitalar. Brasília, 1995. 76 páginas. 

Procedimento Operacional Padrão Desinfecção e Esterilização para os Serviços da Saúde. Disponível em: https://saude.londrina.pr.gov.br/images/protocolos-clinicos-saude/pop_esterilizacao2.pdf. Acesso em: 19/01/2024.

Procedimento Operacional Padrão nº 7 - Preparo e acondicionamento de materiais estéreis da Prefeitura de Sorocaba revisado em Dezembro de 2021.

RESOLUÇÃO ANVISA – RDC Nº 15, DE 15 DE MARÇO DE 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências.

RESOLUÇÃO COFEN – RDC Nº 424, DE 19 DE ABRIL DE 2012. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-n-4242012/. Acesso em:19/11/2023.

São Paulo (Cidade). Secretaria da Saúde. Manual técnico: normatização das rotinas e procedimentos de enfermagem nas Unidades Básicas de Saúde / Secretaria da Saúde, Coordenação da Atenção Básica. 2. ed. - São Paulo: SMS, 2014.