Laser Terapêutico de Baixa Potência (LTBP)

O LTBP é um recurso terapêutico utilizado na fotobiomodulação, que emprega luz de baixa intensidade para estimular processos biológicos nos tecidos. Por meio da emissão de luz de baixa intensidade, promove estímulos celulares que contribuem para o controle da dor, modulação da inflamação, aceleração da cicatrização e reparação dos tecidos, constituindo um recurso terapêutico complementar em diferentes condições clínicas.

1. Objetivo

Padronizar a utilização do Laser Terapêutico de Baixa Potência (LTBP) nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), garantindo segurança ao paciente e ao profissional, uniformidade na assistência e qualidade na aplicação da terapia por fotobiomodulação.

2. Definição

O Laser Terapêutico de Baixa Potência, também denominado Fotobiomodulação (PBMT – Photobiomodulation Therapy), consiste na aplicação de luz de baixa intensidade capaz de estimular processos fotoquímicos celulares sem produzir aquecimento significativo dos tecidos.

Sua ação promove:

3. Indicações

Na Atenção Primária à Saúde, o LTBP pode ser utilizado como recurso terapêutico complementar em:

4. Responsáveis

A aplicação deverá ser realizada por profissional habilitado, capacitado para utilização da tecnologia e devidamente autorizado pelo serviço.

5. Materiais necessários

Figura 1 – Componentes do Laser Terapêutico de Baixa Potência

image.png

Fonte: Adaptado de Recover. Laser Terapêutico de Baixa Potência. Disponível em: https://mmo.com.br/recover/. Acesso em: 7 ago. 2026.


6. Cuidados antes da aplicação

Antes do procedimento, o profissional deverá:

7. Contraindicações

Não realizar aplicação sobre:

8. Precauções de segurança

É obrigatório:

Este Protocolo Operacional Padrão complementa as orientações técnicas do fabricante e não as substitui. Para especificações técnicas, manutenção preventiva e demais informações sobre o equipamento, consulte o manual disponível em: https://mmo.com.br/recover/

9. Procedimento

Passo 1 - Higienização

Realizar limpeza e desinfecção da ponteira conforme protocolo institucional.

Passo 2 - Preparação do Paciente

Passo 3 - Configuração do Equipamento

Selecionar os parâmetros conforme:

Os parâmetros de dose, energia, potência, tempo de aplicação e número de sessões devem ser definidos de acordo com a avaliação clínica do paciente, o objetivo terapêutico, as características do tecido a ser tratado e as evidências científicas vigentes. A seleção dos parâmetros é de responsabilidade do profissional habilitado.

A escolha do comprimento de onda deve considerar a profundidade do tecido e o objetivo terapêutico:

Passo 5 - Finalização

Após a aplicação:

10. Limpeza e desinfecção

Após cada atendimento:

  1. realizar limpeza da superfície do equipamento;
  2. realizar desinfecção com produto de amplo espectro compatível (preferencialmente álcool 70%);
  3. remover resíduos;
  4. armazenar o equipamento em local limpo e sec;.
  5. a limpeza dos óculos pode ser realizada lavando com água e sabão neutro, secando levemente com lenços de papel;

O corpo da caneta não pode ser mergulhado em líquidos (água, álcool, solvente, etc);

A caneta não pode ser colocada em estufas ou autoclaves. Somente o bico (ponteira) pode ser colocado em autoclaves;manter a ponteira protegida;

Em caso de dano, falha ou funcionamento inadequado do equipamento, interrompa imediatamente sua utilização, identifique-o como indisponível e comunique a coordenação da unidade para adoção das providências de manutenção. Não realize reparos ou modificações no equipamento.

11. Registro em prontuário (PEC)

Registrar:

Não é necessário registrar parâmetros técnicos detalhados no PEC; recomenda-se registrar o recurso terapêutico utilizado e a resposta clínica observada.

 

Figura 2 - Registro do uso de recursos terapêuticos adjuvantes na Atenção Primária à Saúde (APS)

image.png

Fonte: Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (2026). Manual e-SUS APS (2025).

12. Materiais Complementares

Para complementar a capacitação e conhecer a operação do equipamento, recomenda-se assistir ao vídeo demonstrativo disponibilizado pelo fabricante:

🎥 Vídeo demonstrativo – Laser Terapêutico de Baixa Potência (Recover/MMO Equipamentos)

https://www.youtube.com/watch?v=-M4KLh7HR5o

Importante: O vídeo possui finalidade educativa e complementa as orientações deste Protocolo Operacional Padrão (POP), não substituindo as recomendações aqui estabelecidas.

13. Referências


BRASIL. Ministério da Saúde. Estratégia de Saúde Digital para o Brasil 2020–2028 (ESD28). Instituída pela Portaria GM/MS nº 3.632, de 21 de dezembro de 2020. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2020.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 3.232, de 1º de março de 2024. Institui o Programa SUS Digital. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 4 mar. 2024.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 4.160, de 7 de junho de 2024. Institui incentivo financeiro para estruturação dos Pontos de Telessaúde no âmbito do Programa SUS Digital e do eixo Saúde do Novo PAC. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 12 jun. 2024.

BRASIL. Ministério da Saúde. e-SUS APS – Manual do Sistema com Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC). Brasília, DF: Ministério da Saúde.

BRASIL. Ministério da Saúde. Boas Práticas na Atenção Primária à Saúde: Guia Prático – Equipamentos Clínicos e Gerais – Versão Profissional. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026.

LAURENTI, Karina Cristina. Protocolos Clínicos Recover – Laser Terapêutico de Baixa Potência. São Carlos: Recover, 2023.

MMO EQUIPAMENTOS LTDA. Recover – Laser Terapêutico de Baixa Potência. Disponível em: https://mmo.com.br/recover/. Acesso em: 7 ago. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. e-SUS APS – Manual do Sistema com Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC). Brasília, DF: Ministério da Saúde.