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4. Triagem com Classificação de Risco

A triagem é a etapa responsável por avaliar clinicamente o paciente logo após a recepção, permitindo sua classificação de risco conforme o protocolo adotado pela unidade. Essa etapa organiza o fluxo de atendimento por prioridade clínica, garantindo que os casos mais graves sejam atendidos com agilidade.

Dependendo da configuração da unidade e do tipo de entrada selecionado na recepção, o paciente poderá ser encaminhado automaticamente para a Fila de Espera para Classificação de Risco.

Para acessar essa fila, utilize o seguinte caminho no menu:

UPA / Urgência > Recepção UPA > Fila de espera para classificação de risco

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4.1 Acesso à tela de triagem

A tela inicial exibe a fila de espera do acolhimento, com filtros por unidade, operador, sala e situação do cadastro.

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Os pacientes são exibidos por ordem de chegada e agrupados por status:

  • 🟥 Aguardando acolhimento

  • 🟨 Em acolhimento

  • 🟩 Acolhimento finalizado

Cada linha da fila apresenta:

  • Classificação (cor atribuída após triagem)

  • Nome e idade do paciente

  • Telefone

  • Tipo e horário da recepção

  • Tempo de espera

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Antes de iniciar qualquer atendimento, é importante preencher o campo Sala no bloco de Filtros, informando o local onde o paciente deverá comparecer. Embora o preenchimento não seja obrigatório pelo sistema, ele é fundamental para que a chamada por meio do ícone de alto-falante direcione corretamente o paciente até o consultório ou sala de triagem, garantindo mais organização e agilidade no fluxo de atendimento.

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Por fim, para iniciar a triagem, clique no botão de acolher (ícone de coração) na coluna de Ações.

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4.2 Preenchimento da tela de Triagem

Após selecionar um paciente, será exibida a tela de Pronto Atendimento - Triagem, composta por três áreas principais:

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4.2.1 Queixa principal

  • Campo de texto livre para registrar a queixa principal relatada pelo paciente

  • CamposBotão opcionais:para Fluxogramainformar ea DiscriminadorClassificação (quandodo aplicável aos protocolos da unidade)Paciente

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4.2.2 Complemento

ÁreaA destinadaseção àComplemento coletada detriagem reúne dados clínicos objetivos:essenciais para subsidiar a tomada de decisão imediata e orientar o fluxo correto do paciente na unidade. Sempre que possível, todos os campos devem ser preenchidos, mesmo que o valor seja “zero” ou “ausente”. Esses registros não apenas auxiliam na condução do caso no momento do acolhimento, mas também:

  • SinaisFacilitam vitais:a comunicação multiprofissional, temperatura,permitindo PA,que pulso, frequência cardíacamédicos e respiratória,demais saturaçprofissionais tenham uma visão mais completa da situação,o glicemiaclínica já na abertura do prontuário;

  • Antropometria:Contribuem para o histórico clínico do paciente, peso,valorizando altura,a massacontinuidade corporaldo (IMC)cuidado;

  • EscalasPermitem clínicas:análises e indicadores mais precisos, Glasgow,inclusive dorrelacionados (seao presente)perfil de risco dos atendimentos realizados;

  • HistóricosReduzem relevantes:riscos e retrabalho, evitando que informações importantes sejam esquecidas ou imprecisas mais adiante.

Exemplo prático: HAS,um DM,paciente usohipertenso que chega com dor no peito e pressão elevada, mas que não tem esse dado registrado na triagem, pode ser inicialmente classificado de medicaçãoforma externa,equivocada, se há sangramento ativo, se há alergiacomprometendo a medicamentos,segurança entredo outrosatendimento.

Portanto, sempre que houver tempo clínico disponível, registre:

  • Sinais vitais completos;

  • Dados antropométricos (peso, altura, IMC);

  • Condições de base (HAS, DM, se é gestante, se faz uso de medicações, histórico de alergias etc.);

  • Sintomas relevantes (dor, dispneia, arritmia, etc.);

  • Observações relevantes no campo Exame físico:Físico campoe descrição de textomedicações/alergias, livrese para observações do profissionalaplicável.

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4.2.3 Encaminhamento do acolhimento

Nesta seção, define-se:

  • Liberação do usuário (Sim ou Não)

  • Número da recepção (pré-preenchido)

  • Data, hora e unidade de atendimento

  • CBO de encaminhamento: aqui deve ser informado o código da ocupação para onde o paciente será encaminhado após a triagem (ex: 225125 - Médico Clínico)nico)

📌 Importante: A correta seleção do CBO impacta diretamente na fila de atendimento da especialidade.


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4.3 Finalização

Após preencher todos os campos obrigatórios, clique no botão Salvar (ícone de disquete) localizado na parte superior da tela. OUma mensagem verde de confirmação será exibida com a frase “Registro criado com sucesso!”.

Em seguida, o paciente será imediatamenteautomaticamente direcionado para a fila da especialidade correspondente, de acordo com o CBO de encaminhamento informado.

⚠️Para Lembre-se:continuar pacienteso classificadosatendimento comode outros pacientes, emergênciabasta fechar a tela atual (vermelho)clicando no “X” no canto superior direito) e retornar à aba Fila de espera para classificação de risco, devemlocalizada na parte inferior da tela.

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4.4 Reclassificação e Alteração de Encaminhamento

Após finalizar a triagem, é possível revisar e corrigir a classificação de risco ou o encaminhamento do paciente, caso seja necessário.

Essas opções são utilizadas em situações como:

  • O quadro clínico do paciente se agravou e a cor de risco precisa ser atendidosajustada;

    imediatamente,
  • O paciente foi encaminhado para a especialidade errada e precisa ser redirecionado.

Para realizar qualquer uma dessas alterações:

  • No bloco de filtros, altere o registrocampo Situação da fila para Acolhimento finalizado.

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  • Localize o paciente na lista.

  • Clique no botão Opções (ícone de lista).

  • Escolha entre:

    • Reclassificar acolhimento: reabre a triagem para atualização da classificação de risco e demais informações clínicas;

    • Alterar encaminhamento: permite modificar o CBO informado inicialmente, corrigindo a especialidade de destino do paciente.

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Essas ações garantem que o fluxo do atendimento seja ajustado com agilidade sempre que houver necessidade de correção, sem necessidade de reiniciar o processo.

4.4.1 Alterar encaminhamento

Quando o paciente é direcionado para uma especialidade incorreta no momento da triagem deve(por exemplo, encaminhado para Clínica Médica, mas o atendimento adequado seria com Pediatria), é possível corrigir essa informação utilizando a funcionalidade Alterar encaminhamento.

Esse ajuste garante que o paciente seja redistribuído corretamente para a fila da especialidade desejada, sem necessidade de reabrir o atendimento de triagem.

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4.4.2 Reclassificar acolhimento

Caso a equipe identifique que a classificação de risco atribuída ao paciente precisa ser feitocorrigida, é possível realizar a reclassificação mesmo após o encerramento da triagem.

Essa funcionalidade reabre a tela de triagem, permitindo um novo registro com agilidadeatualização dos dados clínicos e precisãda cor de risco atribuída ao paciente. Toda alteração realizada fica registrada no Histórico de alterações, garantindo rastreabilidade do processo.

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Após a reclassificação, todas as modificações realizadas ficam registradas automaticamente no sistema. Para consultar, basta acessar a aba Histórico de alterações no menu lateral da tela de reclassificação.

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