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Configuração do Protocolo de Encaminhamento

A configuração dos protocolos de encaminhamento no sistema de gestão da saúde é um passo fundamental para garantir que os fluxos de atendimento sigam critérios clínicos padronizados e embasados em diretrizes técnicas. Esses protocolos organizam o encaminhamento de pacientes a especialidades médicas e exames específicos, estruturando o processo de triagem e qualificação da demanda de maneira eficiente.

No sistema, a criação e configuração desses protocolos envolvem a definição de roteiros clínicos, a categorização de questões e a associação com regras de regulação. Dessa forma, cada encaminhamento passa a ser respaldado por critérios objetivos, reduzindo variações indevidas no acesso aos serviços de saúde e assegurando maior equidade no atendimento.

Este capítulo detalha os principais passos para a configuração dos protocolos, abordando a criação dos roteiros clínicos, a organização das questões e modelos de protocolo, além do relacionamento com especialidades e regras de procedimento. O objetivo é orientar os profissionais na correta parametrização do sistema, permitindo um fluxo de encaminhamento eficiente e alinhado às necessidades da rede de atenção.

6.1 Criação do Protocolo

O primeiro passo na configuração de um protocolo de encaminhamento é a sua criação no sistema. Essa etapa consiste em registrar um novo protocolo, definindo seu código, nome e parâmetros básicos. Essa configuração é essencial, pois servirá de base para todas as vinculações e regras aplicadas posteriormente.

6.1.1 Protocolo "Médico"

O primeiro passo para criar um protocolo vinculado à solicitação de um procedimento de serviço é atribuir um nome ao protocolo. Esse processo deve ser realizado na tela Ambulatório > Administração > Protocolo Médico > Protocolo Médico, conforme ilustrado na imagem abaixo.

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Na versão 25.02.10 do sistema, há um problema identificado relacionado ao campo Código do Protocolo, que, por padrão, encontra-se bloqueado. Dessa forma, será necessário desbloqueá-lo manualmente antes de inserir o código. As instruções para essa etapa serão detalhadas ao longo deste capítulo.

Para evitar a duplicidade de códigos, com a tela aberta, limpe os campos e clique em Pesquisar para visualizar todos os protocolos já existentes no sistema.

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Quando a lista for carregada, reorganize-a para identificar o último ID cadastrado.

O novo protocolo deverá seguir a sequência numérica, ou seja, o próximo código deve ser o número subsequente ao maior ID encontrado.

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Retorne para a tela no modo de Localização e clique no botão image.png para iniciar um novo cadastro.

Na tela de criação, preencha os seguintes campos:

  • Código (Desbloqueie o campo utilizando a inspeção do elemento antes de preencher)
  • Nome
  • Código do Grupo de Atendimento (Recomenda-se utilizar o mesmo código atribuído ao campo "Código")
  • Idade Mínima
  • Tipo de Idade Mínima
  • Idade Máxima
  • Tipo de Idade Máxima
  • Sexo
  • Tipo de Evolução
  • Ativo
  • Remédio em Casa
  • Exibe Alerta
Desbloqueando o Campo Código

Para desbloquear o campo código, utilize o navegador Google Chrome. Com a tela em modo de Inserção, aperta no teclado o F12.

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Na aba de ferramenta de desenvolvedor do Google Chrome, clique no seletor de elementos.

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Agora clique sobre o campo que vamos desbloquear, para visualizar seu código html.

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Na parte do código HTML que foi destacado, procure pelo parâmetro readonly="readonly", dê clique duplo sobre ele e apague-o. Após, feche a ferramenta de desenvolvimento do Google Chrome e verifique que o campo já estará editável.

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Pronto, o campo Código já pode ser preenchido.

Após preencher todas as informações necessárias, certifique-se de que:

  • O campo Código foi preenchido corretamente, utilizando o próximo número na sequência de IDs.
  • O campo Código do Grupo de Atendimento segue o mesmo número atribuído ao Código do Protocolo.

Com isso, o protocolo estará criado e configurado corretamente. O próximo passo será a parametrização das demais configurações necessárias.

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6.1.2 Protocolo "Médico" Especialidade

A segunda configuração que deve ser realizada é a de vincular o protocolo criado com uma especialidade, uma vez a relação entre eles é quem servirá de trigger para ativar o protocolo na solicitação, após vinculação na regra de procedimento.

Para fazer essa configuração, você deve acessar Ambulatório > Administração > Protocolo Médico > Protocolo Médico Especialidade.

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Apesar de existir um caminho tradicional para acessar a próxima tela de configuração, esse processo pode ser agilizado. Ainda na tela Protocolo Médico, é possível clicar diretamente na opção Especialidade, facilitando o acesso e tornando a vinculação mais rápida.

Esse atalho permite uma navegação mais eficiente, reduzindo etapas desnecessárias e garantindo que a configuração do protocolo seja realizada de forma mais ágil.

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O preenchimento dessa tela deve ser realizado considerando a estrutura da tela de solicitação de procedimento de serviço, uma vez que é essa configuração que permitirá a correta vinculação do protocolo à especialidade. Essa relação será essencial na etapa seguinte, onde o protocolo será associado às regras de procedimentos.

Dessa forma, é importante garantir que os dados inseridos estejam alinhados com a especialidade que executante, assegurando que o protocolo seja ativado corretamente no fluxo de encaminhamento.

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6.2 Questionário

Nesta etapa, será necessário configurar o questionário do protocolo, garantindo que todas as informações relevantes sejam coletadas no momento da solicitação. Para isso, seguiremos a parametrização

6.2.1 Configuração das Questões

As questões são os elementos fundamentais do questionário do protocolo. Elas definem as informações que devem ser coletadas durante a solicitação do serviço, garantindo que os critérios clínicos estabelecidos sejam seguidos.

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Cada questão deve ser configurada individualmente, definindo seu formato, restrições e, quando aplicável, a unidade de medida correspondente.

  • Descrição – Define o enunciado da pergunta que será exibida ao usuário, aconselha-se colocar o nome do protocolo que ele será vinculado para facilitar as próximas etapas, por exemplo: [HANSENÍASE] SENTE DORMÊNCIA NAS MÃOS OU NOS PÉS?. 
  • Idade Mínima e Máxima – Determina a faixa etária em que a questão será aplicada.
  • Sexo – Especifica se a pergunta se aplica a pacientes do sexo masculino, feminino ou ambos.
  • Tipo de Valor – Define o formato da resposta que o usuário deverá fornecer.
  • Unidade de Medida (quando aplicável) – Define a unidade correspondente ao valor inserido.

Para cada Tipo de Valor, esteja ciente das possibilidades:

  • Texto – Entrada livre de texto.

    • Exemplo: "[HANSENÍASE] Descreva os sintomas apresentados".
  • Numérico – Aceita apenas números, podendo ter unidade de medida vinculada.

    • Exemplo: "[HANSENÍASE] Informe a temperatura corporal do paciente (°C)".
  • Data – Permite selecionar uma data.

    • Exemplo: "[HANSENÍASE] Informe a data de início dos sintomas".
  • Item de Tabela – Seleção de um valor predefinido no sistema.

    • Exemplo: "[HANSENÍASE] Classificação operacional: [PB / MB]".
  • Subconjunto – Conjunto de opções pré-definidas agrupadas.

    • Exemplo: "[HANSENÍASE] Escolha um dos exames disponíveis".
  • Decisão – Escolha entre opções fixas, geralmente exibidas como radio buttons (Sim/Não).

    • Exemplo: "[HANSENÍASE] O paciente sente dormência nas mãos ou nos pés? ( ) Sim ( ) Não".

A Unidade de Medida pode ser utilizada sempre que fizer sentido para o tipo de valor escolhido, como temperatura, pressão arterial, tempo, peso e volume.

6.5 Demonstração em vídeo