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upFiles: finalidade e papel no processo de dados

Criação de tabelas e estruturação de dados

FunçO upFiles é uma ferramenta desenvolvida internamente pela Saúde Digital para suprir limitações identificadas em soluções de upload de dados utilizadas de forma nativa por ferramentas de análise. Seu principal objetivo é permitir a criação de tabelas em banco de dados PostgreSQL a partir de planilhas, de forma padronizada, controlada e reutilizável, viabilizando análises posteriores no Metabase.

Diferentemente de soluções mais simples de upload, o upFiles foi concebido para trabalhar com grandes volumes de dados, sem limitação prática de tamanho de arquivo, e para permitir maior controle sobre a estrutura das tabelas criadas. Essa abordagem se mostrou necessária especialmente diante das limitações dos relatórios extraídos de sistemas como o Sistema de Gestão Pública de Saúde, que, em sua versão web, apresenta restrições significativas na organização e padronização dos dados.

Preparação prévia dos dados

Antes de iniciar qualquer processo no upFiles, é fundamental que os dados estejam organizados em formato de planilha padrão, com informações separadas por colunas, cada coluna representando um único tipo de dado. Essa organização é essencial para que o sistema consiga interpretar corretamente a estrutura do arquivo.

Em situações em que o relatório não apresenta cabeçalho adequado, o upFiles possui uma tratativa básica para identificar colunas a partir das primeiras linhas de dados. Nesses casos, colunas sem nome são criadas automaticamente e devem ser revisadas e renomeadas durante a etapa de configuração. Ainda assim, recomenda-se que os dados já sejam preparados previamente de forma estruturada, sempre que possível.

Etapa 1 – Envio do arquivo para início do processamento

O processo de criação de tabela no upFiles começa com o upload do arquivo, momento em que o sistema passa a analisar a estrutura da planilha.

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Após o envio, o sistema realiza a leitura do arquivo e apresenta um preview com as primeiras 20 linhas, permitindo verificar como os dados foram interpretados antes de avançar para a configuração da página:tabela.

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Etapa 2 – Configuração da tabela

Na etapa de configuração, o usuário define como a tabela será criada no banco de dados. Quando o objetivo é criar uma nova base, deve ser mantida a opção Criar nova tabela.

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A definição do nome da tabela é obrigatória. O próprio sistema aplica automaticamente um prefixo identificador às tabelas criadas pelo upFiles, permitindo que elas sejam facilmente reconhecidas no banco de dados e listadas separadamente de outras tabelas que não se originam da ferramenta.

Chave Primária (PK)

Nesta etapa também é possível definir uma chave primária, conhecida como PK. A chave primária é um campo que identifica unicamente cada registro da tabela, sendo utilizada para evitar duplicidades e permitir atualizações controladas dos dados.

Quando o relatório não possui um identificador único confiável, o upFiles permite a criação de uma chave hash automática, solução especialmente útil em cenários em que os sistemas de origem não fornecem uma chave primária adequada.

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Configuração das colunas

O upFiles utiliza, inicialmente, os nomes das colunas presentes na planilha, mas permite que esses nomes sejam editados para facilitar o uso futuro no Metabase. Para cada coluna, o sistema apresenta exemplos de valores, auxiliando na escolha do tipo de dado mais adequado.

Os tipos disponíveis incluem:

  • Explicar para que o upFiles foi desenvolvidoTexto

  • Explicar que ele transforma relatórios em bases estruturadasInteiro

  • ExplicarInteiro quegrande

    essas
  • bases
  • Decimal

  • Data, com conversão ouficamestruturada

    conectadas
  • ao
  • Metabase

    Hora

  • Data e hora, com conversão ou já estruturada

Aquiimage.png

você

Também contextualiza:existe a opção de anonimização de colunas, recurso importante para atendimento à LGPD, especialmente em casos em que os dados possam ser utilizados em painéis com acesso ampliado.

Adicionalmente, é possível criar colunas customizadas com valor fixo, utilizadas em situações específicas para facilitar a integração futura entre bases distintas no Metabase.

Confirmação da estrutura da tabela

Ao final da configuração, a estrutura definida é confirmada. Nesta primeira execução, o sistema apenas cria a tabela no banco de dados, sem inserir os dados da planilha. Essa separação entre criação da tabela e carga de dados foi adotada como medida de segurança, garantindo maior controle sobre a estrutura antes da inserção efetiva das informações.

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É importante destacar que a criação de tabelas no upFiles envolve conceitos de banco de dados e, por esse motivo, recomenda-se que essa etapa seja realizada por profissionais com maior familiaridade técnica ou sob orientação adequada.

As informações inseridas no sistema são registradas com identificação do responsável pelo envio e carimbo de data e hora, permitindo rastreabilidade e facilitando eventuais manutenções no banco de dados. Algumas ações, como a exclusão de tabelas, não são realizadas pela interface do upFiles e dependem de procedimentos técnicos diretos no banco de dados.

A próxima página deste capítulo apresenta a etapa de upload de dados, que consiste na inserção efetiva das informações na tabela já criada, processo consideravelmente mais simples e operacional.


Upload de Dados em tabelas estruturadas

Após a criação e validação da estrutura de uma tabela no upFiles, a próxima etapa consiste no upload dos dados propriamente ditos. Essa fase é operacionalmente mais simples do que a criação da tabela, pois utiliza uma estrutura já definida previamente, reduzindo o risco de inconsistências estruturais.

Assim como na etapa inicial de criação, o processo começa com o upload do arquivo, seguido da visualização de um preview com as primeiras linhas, permitindo uma conferência visual para garantir que os dados foram interpretados corretamente pelo sistema.

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Seleção da tabela de destino

Com os dados validados visualmente, a etapa seguinte consiste em alterar a opção de configuração para Upload de Dados. Nesse momento, a interface passa a apresentar uma lista de tabelas já existentes, criadas anteriormente por meio do próprio upFiles.

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A lista exibida contempla apenas tabelas originadas pelo upFiles, facilitando a identificação correta da base que receberá os novos dados. A seleção da tabela correta é essencial para garantir a integridade das informações e a continuidade das análises futuras no Metabase.

Definição do comportamento do upload

Após selecionar a tabela de destino, o usuário deve definir como os novos dados serão tratados em relação aos registros já existentes. Existem duas possibilidades principais:

  • servidorSubstituir tudo (limpa e reinsere): remove os dados atuais da Saúdetabela Digitale insere apenas os dados do novo arquivo.

  • publicaçAdicionar aos dados existentes: mantém os registros atuais e insere os novos dados na mesma tabela.

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Quando a opção viade internetadicionar aos dados existentes é selecionada, torna-se necessário definir o comportamento em caso de registros duplicados, com base na chave primária previamente configurada.

Tratamento de duplicidades

Nos casos em que um registro do novo arquivo possui a mesma chave primária de um registro já existente na tabela, o sistema permite duas abordagens:

  • Ignorar e manter os dados antigos: os registros existentes são preservados e os novos são descartados quando ocorre duplicidade.

  • usoAtualizar como(sobrescrever ferramentacom intermediárianovos): os registros existentes são substituídos pelos dados mais recentes do arquivo enviado.

Semimage.png

ainda

Essa ensinarescolha deve considerar o objetivo da base de dados e a usar.forma como os relatórios são atualizados ao longo do tempo.

Identificação e auditoria do upload

Antes da execução do upload, o sistema solicita a identificação do responsável pelo envio, por meio do CPF. Essa informação é utilizada exclusivamente para fins de rastreabilidade e auditoria, permitindo identificar quando e por quem determinado conjunto de dados foi inserido.

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Após a confirmação, o processo de upload é iniciado e os dados passam a integrar a tabela selecionada, ficando disponíveis para análise no Metabase.

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Uso dos dados no Metabase

Concluído o upload, o trabalho de estruturação no upFiles é finalizado. A partir desse ponto, a exploração, análise e visualização dos dados passam a ser realizadas diretamente no Metabase, por meio da criação ou atualização de painéis, gráficos e consultas.

Essa separação entre estruturação de dados e análise visual reforça a lógica adotada pela Saúde Digital, garantindo maior controle sobre as bases de dados e mais segurança no uso das informações.